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Google Chrome 90 vai usar HTTPS por padrão e acelerar carregamento de sites

Google Chrome está na versão 89, mas não por muito tempo: o Chrome 90 para Android e desktops já chegou à fase beta. Essa versão vai trazer uma novidade importante: a partir dela, o navegador assumirá, por padrão, que o endereço digitado pelo usuário começa com https://, característica que deve melhorar o carregamento das páginas.

É uma mudança bastante coerente, tanto que poderia ter sido implementada antes. Isso porque, hoje, a maior parte dos sites tem suporte a HTTPS — o símbolo de cadeado que praticamente todos os navegadores exibem na barra de endereços é a maneira mais fácil de comprovar isso.

A adoção do HTTPS ganhou força depois que o Google passou a sinalizar páginas HTTP como não seguras no Chrome. Além disso, o certificado virou critério de classificação nas buscas: se duas páginas possuírem conteúdo equivalente, a que tiver HTTPS tem mais chances de aparecer em posição privilegiada nos resultados.

Apesar disso, sempre que o usuário digita um endereço nunca antes acessado ali, o Chrome tenta entrar no site inserindo http:// no início da URL e só faz o acesso com https:// depois de ser redirecionado — ninguém digita um endereço como https://tecnoblog.net, mas algo como tecnoblog.net, então cabe ao navegador completar a URL.

Com a versão 90 (e sucessoras), o navegador tentará acessar um endereço digitado pelo usuário com https://. Se o site não tiver suporte a HTTPS ou se houver algum problema com o certificado, o Chrome tentará fazer o acesso com http://.

Essa é uma mudança simples, mas que, de acordo com o Google, poderá incrementar um pouco a segurança da navegação e, principalmente, tornar o carregamento de páginas com HTTPS mais rápidas.

Inicialmente, a mudança será direcionada ao Chrome 90 para desktops e Android, a ser liberado nas próximas semanas. A versão do navegador para iOS receberá o recurso em fase posterior.

Chrome 89 usa menos memória no Windows e aquece menos o Mac, segundo a Google

Google conhece bem a fama do Chrome e está trabalhando para melhorar isso na versão 89 de seu navegador. Segundo a empresa, a versão mais recente do Chrome traz melhorias que ajudam a usar menos memória, economizar energia e melhorar sua performance no geral. A Google relatou mudanças do Chrome 89 no WindowsMac e dispositivos Android, mas estranhamente não mencionou melhorias para o iOS.

Começando pelo Windows, onde a fama do Chrome usar muita memória já virou até meme, a Google diz que o Chrome 89 usa um alocador de memória mais avançado em mais áreas do navegador, o que permite um uso reduzido da memória. E isso vale para a versão Android do programa também. Segundo a empresa, seus testes mostraram redução do uso de memória de até 22% nos processos do navegador, de até 3% no uso da GPU e uma melhoria na responsividade geral de até 9%.

Essas melhorias no Android também economizam memória, mas menos. A Google relata que o Chrome 89 usa até 5% menos memória e oferece uma inicialização até 7,5% mais rápida. A empresa também promete carregamentos de página até 2% mais rápido e menos travamentos no app. Dispositivos high-end, com Android 10 ou mais recente, devem ver as páginas carregarem até 8,5% mais rápido, com um uso mais “fluido” em 28%.

Indo para o MacOS, o Chrome 89 passa a lidar com abas no background da mesma maneira que ele já faz em outros sistemas, trazendo uma economia de memória de até 8%, segundo a Google. A empresa destaca que uma das principais vantagens com as mudanças é a pontuação do navegador no impacto no uso da energia, algo que foi melhorado em até 65%. Isso deve manter o Mac mais frio durante o uso e, por consequência, mais silencioso, já que os ventiladores não vão precisar trabalhar tanto para resfriá-lo.

O Chrome 89 está disponível para download e, se você já usa o navegador e não mudou as configurações padrões, ele já deve ter sido atualizado automaticamente. Alternativamente, você pode clicar em “Sobre o Google Chrome” na aba “Ajuda”. O navegador vai verificar a versão atual e baixar a atualização, se precisar.

Projeto de lei quer inserir novo tributo aos serviços de streaming no Brasil

O deputado Filipe Barros (PSL-PR) elaborou o Projeto de Lei (PL) 640/21, que institui um novo tributo às plataformas de streaming no Brasil, como Netflix, Spotify, entre outros. Isso porque o texto prevê a instituição da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a receita bruta de serviços de disponibilização, distribuição, divulgação ou fornecimento de conteúdo pela internet, realizados com o intuito de exploração econômica.

Segundo a proposta, será instituída uma alíquota de contribuição de 3% sobre a receita bruta da empresa, decorrente da exploração econômica da atividade para usuários localizados no Brasil, mesmo que auferida no exterior. O texto prevê que a contribuição não será cobrada das empresas imunes ou isentas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), na exploração da mesma atividade.

“A intenção é tributar a receita bruta da pessoa jurídica, apurada globalmente em proporção do número de usuários situados no Brasil. Sobre esse valor incidirá uma a Cide-Internet com alíquota de 3%”, explica Barros. “Essa incidência, contudo, não abrangerá a receita da empresa que for submetida à tributação no País, mediante inclusão na apuração da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. Ou seja, pretende-se tributar somente a parcela de receita que escapa da tributação nacional”.

Barros lembra ainda que o valor gerado pela distribuição de conteúdo por redes sociais e serviços de streaming, hoje, “fica distante do território nacional, em nada beneficiando a população”.

Quais serão as atividades de streaming serão tributadas?

De com o texto do PL, o CIDE será cobrado das empresas de streaming a partir das seguintes condições:

  • Quando a exploração econômica da atividade ocorra por intermédio de publicidade, patrocínio ou merchandising;
  • Direcionamento de conteúdo;
  • Coleta, distribuição ou tratamento de dados relacionados aos usuários;
  • Incentivo ou direcionamento à utilização de serviços;
  • Plataforma de pagamentos;
  • Exploração ou divulgação de imagem, texto, vídeo ou som relacionado a pessoa física, ou jurídica.

Caso se enquadre nessas condições, a empresa deverá informar à Receita Federal representante legal responsável pelo cumprimento da medida. Competirá à Secretaria da Receita a administração da Cide-Internet, incluídas as atividades de tributação, fiscalização e arrecadação, bem como o estabelecimento de obrigações acessórias.

Onde o dinheiro arrecadado será usado?

Segundo o autor do PL, caso a proposta seja aprovada, a arrecadação da Cide-Internet será destinada a investimentos em infraestrutura na rede de ensino público. O dinheiro será usado no fornecimento de equipamentos de informática e o acesso gratuito a internet para alunos, professores e servidores. E, se possível estendido à população em geral.

O deputado Barros afirma ainda que os valores arrecadados também poderá ser usados no financiamento de infraestrutura e projetos para defesa do Estado brasileiro e “combate à guerra cibernética”, sob supervisão do Ministério da Defesa.

O PL 640/21 está em análise na Câmara dos Deputados e ainda não há uma previsão de quando ele será votado na Casa.

Dia Internacional da Mulher: a origem operária do 8 de Março

Data é celebrada oficialmente desde 1975, mas sua origem remonta do início do século 20, quando diversos protestos de mulheres ecoaram pelos Estados Unidos e Europa reivindicando melhores condições de trabalho e igualdade de direitos.

Dia Internacional da Mulher é hoje uma data marcada por protestos que pedem igualdade de gênero — Foto: Getty Images

Muitas pessoas consideram o 8 de Março apenas uma data de homenagens às mulheres, mas, diferentemente de outros dias comemorativas, ela não foi criada pelo comércio — e tem raízes históricas mais profundas e sérias.

Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, o chamado Dia Internacional da Mulher é comemorado desde o início do século 20.

Hoje, a data é cada vez mais lembrada como um dia para reivindicar igualdade de gênero e com protestos ao redor do mundo — aproximando-a de sua origem na luta de mulheres que trabalhavam em fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.

Elas começaram uma campanha dentro do movimento socialista para exigir seus direitos — as condições de trabalho delas eram ainda piores que as dos homens à época.

A origem da data escolhida para celebrar as mulheres tem algumas explicações históricas. No Brasil, é muito comum relacioná-la ao incêndio ocorrido em Nova York no dia 25 de março de 1911 na Triangle Shirtwaist Company, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens (na maioria, judeus), que trouxe à tona as más condições enfrentadas por mulheres na Revolução Industrial.

No entanto, há registros anteriores a esse episódio que trazem referências à reivindicação de mulheres para que houvesse um momento dedicado às suas causas dentro do movimento de trabalhadores.

As origens do Dia Internacional da Mulher

Se fosse possível fazer uma linha do tempo dos primeiros “dias das mulheres” que surgiram no mundo, ela começaria possivelmente com a grande passeata das mulheres em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York.

Na Rússia, em 1917, milhares de mulheres foram às ruas contra a fome e a guerra; a greve delas foi o pontapé inicial para a revolução russa e também deu origem ao Dia Internacional da Mulher — Foto: Getty Images

Naquele dia, cerca de 15 mil mulheres marcharam nas ruas da cidade por melhores condições de trabalho — na época, as jornadas para elas poderiam chegar a 16h por dia, seis dias por semana e, não raro, incluíam também os domingos. Ali teria sido celebrado pela primeira vez o “Dia Nacional da Mulher” americano.

Enquanto isso, também crescia na Europa o movimento nas fábricas. Em agosto de 1910, a alemã Clara Zetkin propôs em reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a criação de uma jornada de manifestações.

“Não era uma questão de data específica. Ela fez declarações na Internacional Socialista com uma proposta para que houvesse um momento do movimento sindical e socialista dedicado à questão das mulheres”, explicou à BBC News Brasil a socióloga Eva Blay, uma das pioneiras nos estudos sobre os direitos das mulheres no país.

“A situação da mulher era muito diferente e pior que a dos homens nas questões trabalhistas daquela época”, disse ela, que é coordenadora da USP Mulheres.

A proposta de Zetkin, segundo os registros que se tem hoje, era de uma jornada anual de manifestações das mulheres pela igualdade de direitos, sem exatamente determinar uma data. O primeiro dia oficial da mulher seria celebrado, então, em 19 de março de 1911.

Em 1913, as mulheres já protestavam pelo direito de votar nos Estados Unidos; nessa época, eram frequentes os protestos também por melhores condições de trabalho — Foto: Getty Images

Em 1917, houve um marco ainda mais forte daquele que viria a ser o 8 de Março. Naquele dia, um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa.

O protesto aconteceu em 23 de fevereiro pelo antigo calendário russo — 8 de março no calendário gregoriano, que os soviéticos adotariam em 1918 e é utilizado pela maioria dos países do mundo hoje.

Após a revolução bolchevique, a data foi oficializada entre os soviéticos como celebração da “mulher heroica e trabalhadora”.

Data foi oficializada em 1975

O chamado Dia Internacional da Mulher só foi oficializado em 1975, ano que a ONU intitulou de Ano Internacional da Mulher para lembrar suas conquistas políticas e sociais.

“Esse dia tem uma importância histórica porque levantou um problema que não foi resolvido até hoje. A desigualdade de gênero permanece até hoje. As condições de trabalho ainda são piores para as mulheres”, pontuou Eva Blay.

“Já faz mais de cem anos que isso foi levantado e é bom a gente continuar reclamando, porque os problemas persistem. Historicamente, isso é fundamental.”

Cartaz em Londres dizendo ‘O futuro é feminino’: mulheres de todo o mundo fazem marchas e protestos por direitos iguais na semana do 8 de Março — Foto: EPA

No mundo inteiro, a data ainda é comemorada, mas ao longo do tempo ganhou um aspecto “comercial” em muitos lugares.

O dia 8 de março é considerado feriado nacional em vários países, como a própria Rússia, onde as vendas nas floriculturas se multiplicam nos dias que antecedem a data, já que homens costumam presentear as mulheres com flores na ocasião.

Na China, as mulheres chegam a ter metade do dia de folga no 8 de Março, conforme é recomendado pelo governo – mas nem todas as empresas seguem essa prática.

Já nos Estados Unidos, o mês de março é um mês histórico de marchas das mulheres.

No Brasil, a data também é marcada por protestos nas principais cidades do país, com reivindicações sobre igualdade salarial e protestos contra a criminalização do aborto e a violência contra a mulher.

“Certamente, o 8 de Março é um dia de luta, dia para lembrarmos que ainda há muitos problemas a serem resolvidos, como os da violência contra a mulher, do feminicídio, do aborto, e da própria diferença salarial”, observou Blay.

Segundo ela, mesmo passadas décadas de protestos das mulheres e de celebração do 8 de Março, a evolução ainda foi muito pequena.

“Acho que o que evoluiu é que hoje a gente consegue falar sobre os problemas. Antes, se escondia isso. Tudo ficava entre quatro paredes. Antes, esses problemas eram mais aceitos, hoje não.”

Apophis estará no ponto mais próximo da Terra nesta sexta (5)

Nesta sexta, o asteroide que recebeu o nome do deus egípcio do caos se torna visível da Terra (felizmente, não a olho nu): o Apophis cruzará a trajetória da Terra, mas sem perigo de se chocar com o planeta – pelo menos, não desta vez.  Ele estará a 0,11 UA (uma unidade astronômica é a distância entre a Terra e o Sol) ou 150 milhões de quilômetros, 44 vezes a distância entre nós e a Lua.

Porém, a cada volta ao redor do Sol, essa distância diminui. Hoje, ela é, no ponto mais distante de nós, de 2 UA, por isso o Apophis (na verdade, 99942 Apophis) é classificado como um asteroide “Atens”, grupo que reúne aqueles cujas órbitas são menores em largura que a da órbita da Terra, ou 1 UA.

Em 2029, porém, ele alargará sua trajetória e será promovido a outro grupo, conhecido como “Apollo”, dos asteroides cuja órbita é maior que 1 UA – esses são considerados mais perigosos. Mesmo quando passar raspando pela zona de satélites de alta altitude, ele não se chocará com a Terra – o mesmo já foi previsto para a passagem do Apophis em 1936.

O problema é que nada é certo em se tratando desse asteroide (aliás, de nenhum deles). A própria luz do Sol tem a capacidade de alterar suas trajetórias, assim como a gravidade da Terra. Por isso, enquanto o sobrevoo deste ano será usado como um exercício para os astrônomos e astrofísicos que integram o sistema de defesa planetária, a passagem do asteroide em 2029 será uma oportunidade única.

Uma década de preparação

“Já sabemos que esse encontro com a Terra afetará a órbita de Apophis, mas nossos modelos também mostram que a aproximação pode mudar a forma como esse asteroide gira, e é possível que haja algumas mudanças na superfície, como pequenas avalanches”, disse o astrônomo Davide Farnocchia, do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS) do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, durante a Conferência de Defesa Planetária em abril de 2019.

Na ocasião e com 10 anos de antecedência, começou a ser esboçado um plano para extrair o máximo de informações sobre o Apophis quando ele se tornar visível a olho nu – inclusive a possibilidade de ser enviada uma sonda até ele para a coleta de material e estudo do seu interior.

“Apophis é um representante de cerca de 2 mil Asteroides Potencialmente Perigosos (Potentially Hazardous Asteroids, ou PHAs) atualmente conhecidos. Ao observá-lo durante seu sobrevoo de 2029, ganharemos importantes conhecimentos científicos que poderão um dia ser usados para defesa planetária”, disse Paul Chodas, diretor do CNEOS.

Amendoim espacial

Um dos aspectos que poderão ser melhor observados este ano é a forma do Apophis (imagens captadas pelo finado radiotelescópio de Arecibo mostraram que ele tem a forma de um gigantesco amendoim). Ele teria a idade do sistema solar (cerca de 4,6 bilhões de anos), vagando desde então entre os planetas e sendo empurrado de um lado para outro pela influência gravitacional principalmente de Júpiter.

A aproximação de um asteroide é a oportunidade de a comunidade astronômica investigar, usando radiotelescópios, a forma e a rotação dos asteroides. Este ano, essa tarefa não será de Arecibo, e sim do Goldstone Deep Space Communications Complex da NASA na Califórnia.

Uma das antenas do Observatório Goldstone, que vai acompanhar o Apophis em sua passagem pela Terra.
Fonte:  Wikimedia Commons/Reprodução 

Desde a última quarta-feita (3), suas antenas estão direcionadas para acompanhar o Apophis, missão que cumprirá até o próximo dia 14, quando o asteroide não estará mais ao alcance. Quem assumirá a tarefa de seguir o mensageiro do caos será o telescópio espacial NEOWISE – pelo menos até o fim de abril.

Brave, o navegador seguro focado em privacidade, anuncia mecanismo próprio de busca

Poucos meses depois de lançar o que podemos chamar de primeiro leitor de notícias focado em privacidade, agora o time por trás do navegador Brave está tentando criar um mecanismo próprio de busca para integrar o browser. A novidade também chega pouco mais de um mês após a empresa atualizar a ferramenta para o protocolo IPFS de navegação descentralizada.

Anunciado nesta quarta-feira (3) como Brave Search, a novidade se apresenta como uma “alternativa de preservação da privacidade”. Alternativa esta, obviamente, ao serviço de busca do Google, que por sua vez é em partes construído a partir de dados aspirados de cada pesquisa que seus usuários fazem, mesmo quando essas buscas acontecem no modo de navegação anônima.

Gabriel Weinberg, CEO da DuckDuckGo, disse há algum tempo que a única maneira infalível de manter suas pesquisas privadas é usar um mecanismo pró-privacidade. A Brave, por sua vez, oferece a seus usuários mais de uma dezena de alternativas de busca para escolher como padrão, incluindo opções de preservação de privacidade, como o próprio DuckDuckGo e o Qwant, cujo slogan é literalmente “o mecanismo de pesquisa que respeita sua privacidade”.

A companhia responsável pelo Brave planeja se alinhar com esses concorrentes agora com o Brave Search. No entanto, traz alguns diferenciais, principalmente se comparado a esses rivais e a opções mais convencionais, como o Google.

Em primeiro lugar, a empresa diz que dará a seus usuários duas opções: uma para pesquisa paga sem anúncios e outra que é gratuita e suportada pela mesma rede de anúncios centrada no Brave. Esta rede, como a companhia destaca, mantém os dados do usuário o mais longe possível de anunciantes que queiram garimpar informações. E ao contrário das métricas um tanto misteriosas que o Google usa para determinar quais sites aparecem primeiro nas buscas, a equipe da Brave já apresentou uma proposta para a forma como seu mecanismo de pesquisa pode classificar os resultados em um formato mais limpo e navegável.

O buscador do Brave ainda não foi lançado oficialmente – algo que deve acontecer já nas próximas semanas. Mas quem estiver interessado pode se inscrever em uma lista de espera clicando neste link.

Primeiro satélite 100% brasileiro, o Amazônia 1

Lançado na Índia, satélite vai gerar imagens mais precisas do desmatamento e de eventuais catástrofes ambientais. Material obtido pelo equipamento deve ser acessível a pesquisadores.

Lançado na madrugada de domingo (28/02), o primeiro satélite 100% nacional vai monitorar o desmatamento, sobretudo na região amazônica, como seu próprio nome sugere. Batizado de Amazonia-1, ele foi totalmente projetado, integrado e testado pelo país — e, a partir de então, será também operado exclusivamente pelo Brasil.

Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), integra a chamada Missão Amazônia: um esforço da entidade em melhorar o chamado sensoriamento remoto da natureza brasileira.

Conforme enfatiza o Inpe em texto que apresenta o trabalho, além da floresta amazônica, “os dados gerados serão úteis para atender, ainda, a outras aplicações correlatas, tais como: monitoramento da região costeira, reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas, desastres ambientais, entre outros”.

O Amazonia-1 é o terceiro satélite a realizar tal trabalho para o Brasil. Ele se soma aos CBERS-4 e CBERS-4A, que já estavam em operação.

“Temos a possibilidade de contar com três satélites com desenvolvimento brasileiro [os outros dois em parceria com a China] operando simultaneamente. Com isso, será gerado maior volume de dados para tratamento de questões ambientais e de preservação da cobertura vegetal”, afirma o diretor do Inpe, o engenheiro eletricista Clezio Marcos de Nardin.

E a missão prevê, para os próximos anos, o lançamento de outros dois: Amazonia-1B Amazonia-2.

“O Amazonia-1 […] reforçará nosso sistema de aquisição de dados e de geração de imagens”, afirma Nardin, explicando que o equipamento deve gerar “dados sobre vegetação, agricultura, compor sistemas de alertas, entre outras aplicações”.

De acordo com com o diretor do Inpe, a expectativa é que haja um ganho principalmente no volume de dados obtidos.

Uso para a agricultura

Graças a uma câmera de alta resolução e amplo espectro, o material produzido pelo satélite também deve ser útil para a agricultura. “Entre as possibilidades de monitoramento de fenômenos dinâmicos encontram-se as safras agrícolas e a determinação de queimadas persistentes”, afirma ele.

O equipamento é projetado para gerar imagens do planeta a cada cinco dias — e, sob demanda, é capaz de fornecer dados de um ponto específico em dois dias. Em caso de um eventual desastre ambiental, por exemplo, como o rompimento da barragem em Mariana, em 2015, o monitoramento poderá ser ajustado para o local. Focos de queimada também poderão ser visualizados. A estrutura conta com 14 mil conexões elétricas. Se esticados, todos os seus fios chegariam a 6 quilômetros.

Conforme enfatiza o agrônomo Cláudio Almeida, coordenador do programa de monitoramento da Amazônia e demais biomas, do Inpe, o maior ganho se dará pela soma. Com três satélites em operação, um mesmo ponto pode ser “revisitado” em um intervalo de um a dois dias — conferindo precisão inédita ao monitoramento.

Todo o material coletado deve ser disponibilizado para a comunidade científica.

“O Inpe foi pioneiro na política de disponibilizar dados de sensoriamento remoto gratuitamente desde 2004. E essa política deve ser mantida para o Amazonia-1, de modo que toda a sociedade tenha acesso às imagens e possa utilizá-las”, acrescenta Almeida.

O lançamento foi feito na Índia, para onde o satélite havia sido enviado há dois meses.

“Foi realizada uma concorrência internacional para a escolha do foguete responsável [pela operação]. A proposta vencedora foi a do Polar Satellite Launche Vehicle, um lançador indiano”, esclarece Nardin.

Para o desenvolvimento do satélite foram investidos cerca de R$ 300 milhões. A contratação do veículo indiano custou outros R$ 20 milhões.

Todo o projeto foi concebido no início dos anos 2000. Até 2008 era conduzido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

“A complexidade envolvida em projetos espaciais, a necessidade de estabelecer diversas contratações industriais e a experiência do Inpe nos desenvolvimentos e contratações industrais fizeram com que esse desenvolvimento fosse transferido para o instituto [o Inpe]”, conta Nardin.

O uso dos dados gerados

À DW, o pesquisador Tiago Reis, que estuda ações de combate ao desmatamento e de uso do solo na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, espera que a melhoria do monitoramento seja acompanhada de uma eficiência na fiscalização.

“Do ponto de vista técnico, um trabalho primoroso. Mas a questão é: o que o vamos fazer com esses dados? Será investido mais em fiscalização e combate aos desmatamentos? Isso é o que interesse”, comenta ele.

“O satélite novo é muito interessante e realmente vai permitir que o Brasil domine toda a tecnologia de monitoramento e sensoriamento remoto do desmatamento, com precisão e agilidade. Mas isso, de certa forma, já temos e de forma boa o suficiente”, argumenta. “Daqui a pouco, vamos conseguir ver a unha encravada do desmatador. E aí? O que vamos fazer com essa informação? Vamos ficar só olhando ou faremos alguma coisa?”

Faça o descarte correto do Lixo Eletrônico – Colina-SP possui local de descarte.

Como descartar o lixo eletrônico?

Provavelmente você tem ou conhece alguém que tem um lugar da sua casa como armários e gavetas que é reservado para o acúmulo de lixo eletrônico, celulares velhos, pilhas, fones de ouvido quebrados, partes de carregadores que não funcionam mais, e muitos outros. Uma pesquisa realizada em 2018 pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), feita em 5 Estados, nos mostrou que 85 das pessoas entrevistadas tinham algum tipo de equipamento sem uso guardado em casa.

O principal motivo é o consumidor pensar que o descarte desses aparelhos é difícil , mas isso não necessariamente é verdade. Hoje, são mais de 1,7 mil Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) para pilhas e baterias em todo Brasil e aproximadamente 70 de eletroeletrônicos no Estado de São Paulo. Os coletores ficam localizados em áreas de grande movimento ou comércios. O estabelecimento em que você faz as suas compras da semana pode ter um PEV.

No município de Colina – SP existe um local de Descarte de Lixo eletrônico, se necessário podem até fazer a coleta desse lixo na sua casa. Seguem os dados para os moradores de Colina saberem onde descartar:

  • Rua Antonio Paulo de Miranda, 466.
  • Colina/SP – CEP: 14770-000 – Caixa Postal 41.
  • Telefone: (17) 3341-9444 – Ligue e agende a Coleta.
  • De segunda a sexta-feira.
  • das 08:30 as 11:00 e das 13:00 as 17:00.

Hoje completam 15 anos da missão Venus Express

Concepção artística da sonda

O que é a Venus Express?

Venus Express foi a primeira missão da Agência Espacial Europeia (ESA) ao planeta Vênus. A missão foi proposta em 2001 como forma de reutilização do desenho da Mars Express. Contudo, algumas características da missão levaram a mudanças no desenho, principalmente em áreas de controlo termal, comunicações e eletricidade. A missão Venus Express utilizou também instrumentos desenvolvidos para a missão da sonda Rosetta. O objetivo principal da missão foi de fazer observações globais da atmosfera venusiana, das características da superfície e da interação do ambiente do planeta com o vento solar.

A missão foi lançada no dia 9 de novembro de 2005 pelo foguete Soyuz e entrou em órbita de Vénus no dia 11 de abril de 2006, depois de aproximadamente 150 dias de viagem. Em 11 de Abril de 2006, a sonda deu sua primeira volta em torno do planeta, denominada órbita de captura, que foi uma elipse em torno de Vênus cujo apocentro se encontrava a 330 mil quilômetros e o pericentro a menos de 400 quilômetros. Menos de um mês depois da inserção em órbita, e depois de voar dezesseis vezes em torno de planeta, a nave espacial chegou à sua órbita operacional final em 7 de maio de 2006.

Saiba como se prevenir nas eleições

Nessas eleições, previna-se.

Nesse dia 15 teremos as eleições municipais, e com elas, não devemos colocar nossa saúde em risco.

Por isso, separamos algumas dicas para você seguir e se prevenir nesse dia, continue lendo o artigo e aproveite as nossas dicas.

  • Lembre-se de sempre usar máscara, para evitar a propagação do vírus;
  • Passar álcool em gel nas mãos, antes e depois do voto;
  • Deixe o horário das 7h às 10h reservado para as pessoas de maior idade, evitando expô-los à contaminação;
  • Manter o distanciamento social;
  • Evitar aglomerações.